COACHING
Feedback,
A Ferramenta Para Construir Resultados Efetivos...

Na prática é necessário que antes da
aplicação do feedback, alguns aspectos importantíssimos estejam entendidos e
por que não, praticados pelo Líder:
Metas individuais – Cada colaborador precisa entender o que se espera da
atividade que ele desempenha. Se for um grupo, qual a meta global da empresa,
do grupo e a meta individual, pois é possível que você defina metas mais ou menos
agressivas dependendo do tempo de experiência, do volume de treinamento, das
diferenças de preço praticadas, das especialidades, entre outros fatores, e que
podem diferenciar substancialmente a meta de um colaborador em relação a outro.
Coerência – Para delimitar os comportamentos esperados. Este
ponto é muito delicado em qualquer organização, pois define os limites comportamentais permitidas naquela
equipe e que estão vinculadas às diferentes culturas empresarias.
Organizações mais ou menos liberais podem permitir maior flexibilização em
relação ao comportamento dos seus
colaboradores.
Logicamente seria insano fazer um lista de comportamentos adequados e é o
feedback contínuo e coerente que irá estabelecer estes limites, daí a
necessidade de haver coerência nas ações do Líder, formando um conjunto
unificado e lógico.
Engajamento Sustentável – Quando se busca o engajamento sustentável de uma
equipe, isto é, quem cobra comprometimento de alguém tem que se comprometer
também com ele. A empresa ou o Líder demonstra que está engajada quando adota a
política de privilegiar o recrutamento interno, quando
oferece oportunidades de crescimento dentro da organização, quando facilita o
acesso aos estudos complementares e da
formação, ou quando inclui todos os colaboradores em um plano de participação
nos resultados. Isso é uma declaração do que os gestores esperam que seus
colaboradores estejam focados e engajados em um mesmo propósito.
Não tema ser julgado por suas atitudes quando for coerente com suas ações e
conquistou o respeito da equipe. Os questionamentos serão inevitáveis e até
certo ponto, saudáveis.
Gestão dos Indicadores – O Líder ao oferecer o feedback, precisa estabelecer
quais pontos precisam ser trabalhados e quais as novas metas para o próximo
período de avaliação. Este “plano de ações” pode ser mais ou menos agressivo e
certamente será diferente da meta individual inicialmente acordada. Estamos
falando agora de replanejar a compensação das perdas individuais ou uma
colaboração especial, caso a meta da equipe esteja em risco. Para isso, o Líder
precisa estabelecer relatórios que demonstrem a flutuação do indicador em questão.
O Líder não pode ser subjetivo ou dar margem a interpretações. É preciso
apresentar as informações com dados consistentes. Busque entender a causa do
problema e ofereça alternativas. Estabeleça prazo para adequação e “contrate” a
busca por esse objetivo. Nessa hora, é necessário anotar as metas contratadas
com cada colaborador para acompanhar a evolução e utilizá-las como base para o
próximo feedback.
Estabelecer Prazos – O Líder precisa estabelecer pontos de controle adequados
às suas necessidades. Um feedback mensal é ótimo, mas pode colocar as metas a
perder se ficar na expectativa que todos cumprirão suas metas ou na melhor das
hipóteses, que aqueles que superarão as metas individuais cobrirão as perdas
daqueles que não a atingirem. Isto é um perigo! O cenário ideal é que a gestão dos indicadores tenha o menor
intervalo possível, em horas por exemplo.
Conhecer os tipos de feedback – Todo Líder deve conhecer os conceitos para
utilizar de forma coerente as características de cada tipo de feedback.
Lembre-se, o tipo de feedback que praticamos tem influência direta nas resposta
que obteremos.
Um Feedback Corretivo, tem o objetivo de modificar um comportamento. Colocando de
maneira simples, se o comportamento de uma pessoa
precisa mudar, a melhor chance de fazer com que isso aconteça é dando um
feedback corretivo.
Um feedback positivo reforça comportamentos que queremos que se
repitam. Isto acontece por que descrevemos e declaremos ao colaborador, os comportamentos que tiveram os
efeitos que desejamos. O feedback positivo, quando aplicado adequadamente,
sempre se propõe a ser claro e objetivo.
Ser um Líder Efetivo - A eficiência é uma dimensão analógica e portanto, é
possível encontrarmos Líderes com mais ou menos eficiência na execução de suas
tarefas. A eficácia é uma dimensão binária, isto é, ou ela pode ser evidenciada
ou não.
É o aspecto de acertar ou não um alvo, atingir ou não um objetivo ou meta. A
Efetividade é uma dimensão relativa e vai além de fazer uma tarefa da melhor
maneira possível e com menor desperdício de recursos (eficiência), ou de
atingir o resultado esperado com exploração do potencial e otimização das
tarefas (eficácia).
Sem dúvidas, a melhor ferramenta de
gerenciamento de equipes é sem dúvidas o feedback. Podemos resumir o feedback
como a atividade de repassar ao outro, informações sobre o seu desempenho
profissional como forma de avaliar seu desempenho atual e em relação às
expectativas da sua função, além de estimular o colaborador a entender seu
papel dentro da equipe.
Por Eduardo Varela - Março 2.014
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