segunda-feira, 5 de maio de 2014




A juniorização das empresas


Em todos os níveis, as companhias convivem hoje com profissionais mais jovens do que estavam acostumadas.

O mercado de trabalho é duro e firme. Muitas vezes, não dá espaço para respirar e já existe um novo concorrente com preço menor, ou um fornecedor aumentando seus preços, além da cobrança dos acionistas. As contas estão entrando no vermelho e a situação começa a ficar complicada quando alguém dá a solução: renovar o quadro de funcionários. É nessa hora que cabeças rolam e alguns funcionários mais caros dão lugares a novos colaboradores, esses mais jovens e dispostos, que fazem mais e ganham menos. A empresa ganha novos ares, fica com cara de empresa do futuro. Mas a realidade que vem depois nem sempre é esse mar de rosas. O trabalho não flui com a mesma facilidade que antes, mas pelo menos a planilha de custos está melhor. Esse processo é conhecido como "juniorização".

O processo de contratar profissionais mais novos para ocupar funções nas empresas é necessário e benéfico para a corporação. Mas quando a "juniorização" acontece com o intuito de reduzir custos da folha de pagamento, pode-se comprometer a qualidade da gestão e a continuidade do trabalho. O grande problema é que esse processo acontece na contramão da demografia brasileira. O povo brasileiro está envelhecendo, e uma pesquisa recente realizada pela FGV-EAESP afirma que a maior parte das empresas não estão preparadas e nem em processo para lidar com a inversão da pirâmide demográfica brasileira.

Quando se tem uma "juniorização" forçada na empresa, existe a quebra do processo de amadurecimento do profissional, uma diminuição da cultura presente. Quando isso acontece em massa, de forma mal planejada, existe um entendimento de que a empresa está, na verdade, inibindo o amadurecimento. E isso, sim, é algo perigoso.

Para ser CEO de uma das 500 maiores corporações americanas há uma década, por exemplo, era preciso ter em média 55 anos, segundo um levantamento da Spencer Stuart, empresa de recrutamento de altos executivos. Em 2010, a média caiu para 53.

Hoje, no Brasil, os executivos chegam ao topo facilmente aos 50 anos — e, como se percebe, as exceções estão aumentando não só lá em cima mas em todos os níveis das empresas.

Do número 1 à base da pirâmide, as companhias estão contratando mão de obra cada vez mais jovem. Em 2011, por exemplo, 68% dos empregados das companhias inscritas no Guia VOCÊ S/A — As Melhores Empresas para Você Trabalhar tinham entre 18 e 39 anos. Em 2013, essa população já representava 76% nas empresas que participam da pesquisa — um aumento de 8 pontos percentuais em apenas dois anos.

Do outro lado, a participação dos trabalhadores de 40 anos ou mais diminuiu 6,5 pontos percentuais. Segundo um estudo realizado por técnicos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e professores de duas universidades cariocas, a proporção é a seguinte: de cada dez pessoas com mais de 25 anos, quatro são contratadas no decorrer de um ano. De cada dez jovens entre 15 e 24 anos, as empresas contratam nove.

Comentário : Bom vimos que as empresas já estão quebrando os seus tabus e começando uma nova era onde surgem grandes oportunidades de empregos a jovens , na verdade o que a empresa tem que buscar são talentos novos e com a mesma qualidade que os funcionários antigos , juntamente com o RH a empresa pode trazer um novo funcionário onde ela vai ter menos despesas e trabalhar os seus talentos para que tragam lucro mais não só com relação dinheiro mais também com uma mão de obra qualificada .

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Postado por : Suélen Roberta